January 28, 2012
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January 26, 2012
EPIC!

EPIC!

January 26, 2012

(via f-i-x-e-d)

January 21, 2012

January 20, 2012
Wasting Light Projects.

Wasting Light Projects.

(Source: illstickaround, via everloong)

January 17, 2012

(Source: captainripp, via f-i-x-e-d)

January 17, 2012

(Source: blink-182-for-life, via star-of-a-cloudy-sky)

January 17, 2012
Teenage Wasteland

Seattle. 1996. 

                         E
stava em estado de paz e tranquilidade que sabia que não iria durar muito tempo. Olhava fixamente para o teto cimentado, tentando entender qual era o sentido de se sentir estúpida. Estava, agora, em um estado de tristeza tão grande, que continuou com os movimentos rápidos e firme com os dedos, para obter um pouco de tranquilidade novamente. Aquela tranquilidade fajuta. Percebia todos os sinas de vida ao seu redor, todos aleatórios. Música de baixa qualidade, gente falando, cachorros latindo, carros passavam. Mas, nunca de importava com isso, já era acostumada. Estava com o seu melhor romance do lado e outros que gostava empilhados de forma brusca. Lia três ou quatro livros de uma largura de aproximadamente seis centímetros, todos os dias. Com uma lata de cerveja importada do lado e um maço de cigarros vazio. Esse era o jeito de passar o tempo…e queria que acabasse logo, pois não iam restar mais romances ou filosofia russa para ler. Levantou, apenas com uma velha e longa camiseta e foi se olhar no espelho. Começou pelos pés, pareciam livres ou até um pouco cansados. Pernas não muito definidas, joelhos avermelhados. Levantou a camiseta com os braços leves. Cintura fina, abdômen com algumas sardas duvidosas, seios cheios apontando para cima. Cravícula branquela e ossuda. Abaixou a camiseta e visualizou seu rosto. Lânguido, cansado. A boca que parecia que tinham desenhado, perfeitamente, com um lápis cor de malva. Olhos cinzas-esverdeados, grandes e com cílios que pareciam postiços. Eram um pouco puxados, fazendo com que a sombrancelha ficasse definida, perfeito para aqueles olhos. Soltou os cabelos, que se desfaziam em ondas perfeitas e negras. Gostava da sensação de sentir os cabelos negros e sem corte batendo nas costas lisas, com aquelas sardas ruivas duvidosas. Era linda, extremamente linda. Qualquer um daria a vida para vê-la daquele estado. Ela, por sua vez, se sentia impotente, vazia e insignificante. Sentou no chão frio e chorou silenciosamente por longos minutos. Foi ao banheiro, tomou um rápido banho gelado e se maquiou levemente, como se estivesse com pressa. Estava com um vestido florido, com flores pequenas e delicadas, como ela. Mangas que cobriam os ombros e um velho oxford caramelo. Penteou os cabelos calmamente e pôs brincos discretos. Examinou o que tinha na sua bolsa e pegou seu cardigã cinza. Saiu do quarto vazio, trancou a porta e respirava profundamente enquanto andava, com o melhor de The Smith’s ao pé do ouvido. Entrou em um pub qualquer e pouco conhecido, também pouco longe. Com poucas pessoas espalhadas, formando alguns grupos. Conversas confusas e risadas pesadas. Sentou na cadeira alta do balcão de madeira rústica, ainda reparando o lugar e observando as pessoas.
- Posso ajudar? - Disse o garoto novo, de cabelo médio com uma expressão pretenciosa. Era bonito, até. A barba mal feita lhe favorecia.
- Uma piña colada dupla e um Malboro Gold, por favor.
Sem muita pressa, analisou a bancada e começou a preparar a bebida. Para adiantar, repousou a pequena embalagem de cigarros para perto da moça, que examinou por poucos segundos e logo em seguida abriu com facilidade o plástico protetor, tirando um cigarro e pousando sobre a boca, agora um pouco seca. Acendeu e ficou ali aguardando o garoto bonito lhe entregar a bebida, olhando pouco interessada para a televisão de imagem ofuscada, num canal local onde passava um filme de leste europeu.
- Aqui está, senhorita. - Abrindo um meio sorriso, sem mostrar os dentes. Ela apenas assentiu com a cabeça, segurando o longo copo e encontrando o canudo escuro. Era a bebida dos deuses! Sentia-se satisfeita com a piña colada e com seu cigarro, que agora procurava um cinzeiro. Ouviu o barulho dos sininhos atrás de si que indicavam que alguém chegava. Olhara rapidamente para trás para ver quem era, mas desistiu no meio do caminho. Ouviu o estalo que a cadeira grande fazia bem ao lado dela. Um rapaz que parecia ter notado a presença dela também. Se entreolharam pouquíssimo. Era “só para certificar  de que era mesmo um rapaz”, como assim pensara, por conta do cabelo semelhante ao seu. Reparou em seu coturno cano médio preto, um pouco gasto. Calças beges retas, camiseta branca de banda por dentro da calça jeans.
- Oi? - A voz grave assustou-a. Tinha percebido que estava olhando tanto pro rapaz, que pareceu que queria ajuda ou coisa assim. Ele era tão atraente pra ela, que chegou a lhe dar uma pontada no estômago.
- Sim, me desculpe. Mas, você lembra muito uma pessoa que conheço, estou em dúvida ainda. Seu nome é Perry Guilbert? - “Que pergunta imbecil é essa? Tente não parecer desesperada, tente não parecer desesperada…” pensou.
- Não! Não é Perry Guilbert e sim Stone Gossard…- sorrindo naturalmente.
- Ah, sim…me desculpe! - Sentiu que o sorriso que ele dera, estava esperando mais alguma coisa. - …e bem, sou Hayley. Hayley Lewis. - Disse sorrindo, esperançosa.
- E o que Perry Guilbert tem de tão especial para merecer sua lenta observação? - Indagou ele, rindo quase maliciosamente para ela.
- Nada de tão importante, era um velho amigo do colegial e da banda que a gente tinha, a uns anos atrás…
- Certo…sendo assim, prazer em conhecê-la! - Sorriu mais uma vez.
- Prazer em conhecê-lo também, senhor…- Disse, tentando ser educada com ele.
    Stone Gossard lembrou porquê foi a um pub às 2:36 da manhã e cumprimentou o garoto que estava atendendo o balcão. Parece que já se conheciam…mas Hayley, resolveu parar de observá-lo e voltou com The Smith’s no ouvido, pra se distrair e beber mais um pouco. Saiu de lá, exatamente às 3:47. Quando achou que estava bêbada, animada demais com a conversa com Stone e o garoto do balcão. E resolveu que já era hora de ir embora, por estar zonza, apenas. Despediu-se dos meninos, jogando algum dinheiro no balcão e virando logo em seguida. Reconheceu os sininhos e foi andando vagarosamente de volta a sua casa. Cantarolando a boa música que estava ouvindo. Pensamento otimista, até. Não afirmava isso desde…nunca. Talvez uma vez a algum tempo atrás. Chegando em sua casa, de apenas três apertados cômodos, fechou a porta atrás de si e sorrindo um pouco. Parecia cansada, por conta das escadas, mas logo sentiu um “toc toc” em sua porta. Olhou pelo olho mágico. Abriu a porta que fazia ruídos.
- Stone? O que faz aqui? - Perguntou, franzindo o cenho e assustada pela presença inesperada dele.
- Desculpe por segui-la e tudo mais…estava no meu caminho, mas vi esse livro caindo de sua bolsa. - Disse, tranquilizando a situação.
- Ahhh, A Hospedeira… - Pegou o livro satisfeita e quase feliz, pois alguém de bom juízo (até aonde conseguiu o conhecer) tinha encontrado-o. Não tinha percebido ele cair da bolsa.
- Obrigado. Mesmo, Stone! Você salvou a minha vida…esse livro é muito importante. - E sorriu com os olhos cheios de gratidão. Viu Stone dizer “de nada” e fechou a porta. Mas, abriu rapidamente, segundos depois, visualizando Stone a uns 10 metros a sua frente. Ele parou, por causa do barulho da porta da casa de Hayley.
- Stone! - Quase gritando, com certo tom de urgência na voz.
- Sim, Hay? - Falou se aproximando dela.
            Estava amanhecendo, então ela apareceu, estendendo a Stone uma caneca de café com um pouco de leite, como ele pediu. Percebeu suas mãos quentes e seus seios encostando nas suas costas. Ele pegou a caneca, sorriram um pro outro e brindaram por eles, pelo sol que estava se oferecendo ao dia e pelos pássaros que cantavam num coro glorioso.
- Parece que te conheço a anos… - disse Gossard, olhando para o horizonte. 
- Te conheço a anos, desde a primeira vez que te vi. - Estava ao lado dele, sorrindo e olhando pra mesma direção.
         Depois de muito café e muita conversa, sobre leitura, cigarro, suicídio de Kurt Cobain e qual era a ordem certa do Ten…deram muitas risadas. Ela estava realmente feliz, soava estranho pra ela. Graças a Deus. E gostaria de se sentir assim por mais e longas vezes. Sabia não muito sobre ele e ele, obviamente, não sabia tanto dela. Ainda. Se sentia satisfeita ao saber parte da vida de Gossard e achava justo que com certeza, saberia mais dele e ele, dela.
- Hayley, eu já estou indo. Gossard disse, com um certo pesar, pois queria ficar mais um tempo junto a ela…e ela percebia isso.
- Tá bom, querido - Stone sentiu carinho ao ouvir a frase. Deram um longo e morno beijo; olharam-se sorridentes.
- Até quando?
- Até mais. Até mais tarde, é melhor, não é? - Virou-se silencioso, sabendo que ela ainda estava olhando. Stone. Stone Gossard. Não queria esquecer esse nome.
       Algum tempo passou depois dessa vez. Hayley resolveu ir ao pub, com esperança de encontrá-lo lá, ou até mesmo perguntar sobre ele, pro garoto do balcão.
- Oi!
- Olá senhorita, como vai? - Sorriu mostrando todos os dentes. Ela sentou na grande cadeira e fungou.
- Por onde anda Stone? - Sendo direta, logo.
- Depois daquele dia, nunca mais o vi. Mas, ele vem aqui frequentemente, pode demorar, mas vem. - Indagou, numa expressão séria. Mas logo descontraiu-se de novo. -…e você gostou mesmo dele, hein? - Riu pouco. Hayley riu.
 - É que, bem, ele esqueceu algumas coisas na minha casa…
- Ahhh, agora estou entendendo! - Sarcástico demais. - Mas, ele é bom rapaz. - E riu. Ele era do tipo que adorava brincar com a nossa cara, a qualquer momento. O bom, é que Hayley tinha feito alguma amizade, sendo boa ou ruim. Fazia tempos que não trocava palavra com alguém, ou até mesmo sorria pra alguém. Seattle estava começando a ficar interessante.
- Um maço de Lucky Strike, por gentileza? - Ele achou sem fazer muito esforço, afinal, devia trabalhar ali a muito tempo. Entregou a garota.
- Piña colada?
- Só um café, forte, Tem waffles? Ovos? Alguma coisa mastigável? - Ele apenas saiu do balcão, entrando em uma porta que parecia ser a cozinha. Ela estava preocupada com o que ele poderia estar fazendo. 

January 11, 2012

Vamos jogar? 

O prazer da dor.

Stéphane Legrand estava sentada na poltrona da sala escura, tendo apenas o brilho da lua que atravessava as portas de vidro que davam acesso à varanda. Sabia muito bem o que havia naquela sala; já decorara cada coisa dali. Estava fitando a porta com aqueles intensos olhos verdes, só esperando que se abrisse e revelasse a pessoa certa. Sua atenção jamais saia da porta de madeira escura tão bem entalhada. Não sentia necessidade de olhar para o lado e se deparar com a imensa televisão que emoldurava uma tela cinza, indicando que o canal estava fora do ar, ou que talvez o aparelho de DVD localizado logo abaixo, no aparador baixo de mogno, estava desligado. Não ouvia-se um único som na sala de estar. Só o silêncio da espera, que lhe parecia agoniante.

A maçaneta dourada girou lentamente, indicando que alguém chegara. Logo sentiu-se mais animada, sabia muito bem quem era, não fizera alarde algum, apenas continuara sentada ali observando cada movimento que seria executado por quem acabara de chegar.

Pouco se incomodou, também, quando sentiu uma parte de sua franja loura arruivada comprida cair-lhe sobre os olhos, criando uma cortina de fios acobreados lisos que impedia parcialmente a visão atenciosa que mantinha há quase duas horas. Duas longas horas de espera.

– Finalmente, Faletti! – deu boas vindas a quem entrara, vendo o homem alto não ceder-lhe nem o mísero olhar.

– Parece um cão esperando o dono, Stéphane – murmurou daquele jeito previsível. Stéphane sabia que seria daquele jeito; sempre fora. Mas não gostava, por outro lado: adorava aquela coisa toda de desprezo e tudo mais.

– Onde esteve? – levantou-se, desligou a televisão, que finalmente teve a tela plana posta em descanso naquele típico fundo preto, seguiu o recém chegado até a cozinha e apoiou-se do lado da geladeira, vendo o outro pegar um copo e Martini, servindo-se da bebida e sorvendo-a logo em sequência. Ainda não vira como a loura estava.

– Já disse: em lugar algum – virou-se, finalmente, para a outra e contemplou a imagem a sua frente, mas continuava com a expressão cansada em seu rosto. Parecia que ver a outra daquela forma já era normal.

Stéphane trajava apenas um shorts jeans minúsculo e grudado ao corpo, denunciando as coxas torneadas, o tronco muito bem delineado e os braços leves cruzados sobre o peito com raras sardas que a deixavam ainda mais atraente. A pele branca estava levemente bronzeada, como se tivesse passado o dia no sol. Não era o habitual; Coletti jamais fora tão bronzeada. Mas estava em sua média, por assim dizer.

– Quando você vem com essa história, dá vontade de te esganar – chegou perto do mais velho, pousando as mãos em seu pescoço, fechando-as em torno deste. O maior, no entanto, permaneceu tão calmo do jeito que chegara. Sabia que Stéphane jamais lhe faria algo.

– Sério? Pois juro que mal percebo a raiva e a vontade de me matar – levou uma das mãos a cintura da outra, puxando-a para mais perto e grudando os corpos. A outra mão levou às nádegas firmes de Stéphane.

– Sabe que eu não faria isso, Faletti – disse em tom amoroso tendo um sorriso iluminando a face levemente corada pelo toque do parceiro.

– Faça, Stéphane. Faça, se é que tem coragem – sorriu duvidosamente.

– Está duvidando de mim?!

– Claro que sim, não conseguiu perceber?

– Não gosto disso, Faletti. Na verdade, me dá raiva – e, dizendo tais palavras, estreitou ainda mais os dedos na carne macia e branca do parceiro, vendo este sorrir prazerosamente.

O mais velho nada disse, apenas deixou que um gemido ecoasse pela cozinha ampla, bem arrumada e limpa. O sorriso que contorceu os lábios carnudos de Stéphane era de deleite. Jamais fizera aquilo com o parceiro, só recebia tal tratamento e sentiu que retribuir o carinho era tão prazeroso quanto recebê-lo.

Faletti levou suas mãos sobre as da menor, ajudando-a no ato. O que recebia era pouco em vista do que queria.

Pôde perceber um brilho cortar o olhar esverdeado faiscante da parceira e gostou do que viu, tendo plena consciência de que aquele brilho era algo bom e era o que estava esperando.

Segundos mais tarde, enterrando as unhas levemente compridas na carne macia daquela área, foi a loura quem gemeu, fechando os olhos e aplicando uma nova força, sentindo a pele ceder e o sangue brotar de onde suas unhas estavam. Inconscientemente, esfregou seu corpo contra o do parceiro, que percebeu que  esta já estava em um estado diferente, talvez pedindo por aquilo.

Com facilidade, desfez-se do estrangulamento da ruivo, sem nem sequer fazer muito esforço. Mal chegara a perder o ar ou a sentir o breve desespero em busca de oxigênio.

– Sabia que você era fraca, Stéphane. Só não sabia que era tanto – observou os nós dos dedos da garota estarem mais brancos que o normal, entretanto não sabia se aquela visão fazia jus a toda força que usara; parecia algo exagerado. – Vou lhe ensinar – sussurrou maldosamente no ouvido da loura, virando-a de costas para si e de frente para o balcão que outrora estivera encostado. Imprensou-a ali e levou suas mãos para o pescoço fino de Stéphane, executando os movimentos antes feitos por esta.

Estreitou ainda mais os dedos, aplicando real força, sorrindo com o que fazia e ao ver as reações da parceira. Esta estava já sem ar, as unhas arranhavam os braços do parceiro, mas seu baixo ventre não correspondia ao desespero, na verdade. Sentia os quadris se pressionando contra os seus próprios, já sentindo o baixo ventre fisgar levemente. Mal deixava a loura gemer, apesar de ouvir os gemidos sendo vocalizados naquela voz tão luxuriante e prazerosa.

Apertou ainda mais, descontando toda raiva que passara aquele dia naquele ato, asfixiando-a severamente. Segundos depois, relaxou os dedos e levou-os para os lábios entreabertos de Stéphane, ouvindo um longo gemido deliciado logo em seguida, ao passo em que tentava sugar os dois dedos e gemer ao mesmo tempo.

– Aprendeu, meu amor? – murmurou traiçoeiramente no ouvido da outra, observando-a assentir.

Desceu a mão livre, que se encontrava no ombro de Stéphane, e levou-a até seu baixo ventre, encontrando o que já sabia existir.

Stéphane gemeu mais alto, praticamente gritando, de forma que abandonara os dedos do mais velho.

– Não, Stéphane. Até saber como se trata o seu dono com respeito e obedeça o que ele quer, não terá nada – afastou-se do corpo jovem que estava entregue aos prazeres que sentia, percebendo só alguns segundos mais tarde que fora deixado sozinha naquela cozinha.

– Faletti! – correu até onde o outro poderia estar, encontrando-o no quarto, já sem a camisa preta que trajava.

– Você sabe como tudo funciona por aqui, meu anjo. Tem que saber obedecer, caso contrário não ganha o que quer.

– Mas e você? Dá para ver que também quer – disse de forma provocativa, sentando-se no colo do parceiro, abraçando-o com as pernas pela cintura. – E dá para ver muito bem – fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, jogando a cabeça para trás, fazendo uma cascata com os cabelos louros arruivados, que agora chegavam quase a metade de suas costas. Os quadris da loura se friccionavam quase febrilmente contra os de Faletti.

– Stéphane, você não aprende – disse em um tom irônico e afastou-a um pouco, deixando-a sentado em seus joelhos. – Que tal me divertir um pouco? Meu dia foi estressante, preciso que me distraia.

– Precisa? – curvou uma das sobrancelhas louras em ar de dúvida, mas ao mesmo tempo com um riso baixo.

– Abaixe e faça o que sabe fazer de melhor. Prove que esses lábios deliciosos não sabem apenas beijar, mas também como dar prazer ao seu amado.

Abriu as pernas ligeiramente, fazendo com que Stéphane saísse de seu colo e ajoelhasse-se a sua frente.

– E depois? O que ganho com isso?

– Vou fazer tudo do que possa imaginar. E da forma mais violenta possível. Não terá forças para nada amanhã, sequer para acordar.

Mais um gemido da menor. Sua mente era realmente criativa e sempre trabalhara a mil por hora, talvez principalmente em momentos como aquele.

– Mas…

– Mas o quê? – os olhos verdes agora tinham as pupilas terrivelmente dilatadas, tamanho era o prazer. Desviou o olhar de seu alvo e voltou a encarar o parceiro.

– Só se eu gostar. 

– Com todo prazer – e sorriu maldosamente.

Abriu o botão da calça jeans preta que o parceiro ainda usava, em seguida abaixando o zíper daquela peça tão justa. Viu sob o pano da boxer preta que estava mais do que ereto. Pousou a mãos sobre o membro pulsante do parceiro, apertando-o de forma quase violenta, arrancando o primeiro gemido.

Livrou-se também da única coisa que a atrapalhava, logo fazendo o que o parceiro lhe pedira, engolindo com força e enterrando-o até o fundo, sentindo encostar bem no fundo. Não engasgou-se, por outro lado, só fazia cada vez mais fundo e mais forte, mordiscando de vez em quando.

– Ah, minha bela Coletti… – a voz do parceiro delatava todo seu prazer e desejo. – Então esses lábios vermelhos e tão provocativos não servem apenas para falar; eles também trabalham muito bem.

Stéphane sorriu visivelmente, dando uma atenção especial à glande, sugando o líquido que já havia ali. Parecia sedento.

Quando a parceira finalmente desfez-se em sua boca, a loura engoliu cada gota como se fosse a melhor coisa do mundo, provocando o mais velho com suas caras e bocas, passando a língua avidamente por toda extensão do membro do parceiro, limpando qualquer resquício do líquido viçoso e branco que ainda pudesse ter.

– Coletti, você é a melhor garota que um homem pode ter – o mais velho agarrou-a pelo queixo e encarou aqueles olhos profundos de desejo.

– Foi realmente bom?

– Ah, Stéphane… Ganhou sua noite.

January 11, 2012
I’m going back to 505,If its a 7 hour flight or a 45 minute drive,In my imagination you’re waiting lying on your side,With your hands between your thighs and a smile.

I’m going back to 505,
If its a 7 hour flight or a 45 minute drive,
In my imagination you’re waiting lying on your side,
With your hands between your thighs and a smile.

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